SAÚDE PÚBLICA

outubro 7, 2014 | Posted by juliana | 3 Comments »

 

Diretoria da Cardio Nefroclínica convida comunidade e vereadores

a avaliarem a relação com a Santa Casa.

CNC

Matéria publicada hoje no jornal A Plateia.

Na edição do jornal A Plateia dos dias 4 e 5 de outubro, foi publicada a preocupação do vereador Aquiles Pires, expressa na câmara de vereadores à respeito de supostos valores devidos pela Cardio Nefroclínica à Santa Casa. A versão veiculada não inclui todas nuances documentadas no processo em questão. Há quase 35 anos instalada na cidade, CNC presta um serviço para os pacientes com doenças renais.

Segundo diretora da CNC, Juliana Freitas, um dos principais fatos, desconhecidos por grande parte da comunidade é o de que a Santa Casa de Misericórdia não paga pelo serviço de plantão prestado durante 24 horas por dia, para atender aos pacientes em UTI do hospital. Para prestar esse serviço são necessários investimentos em: plantonistas especializados em nefrologia (médicos e enfermeiros), aquisição e manutenção de equipamentos de ponta, compra de insumos para diálise, tratamento de água, entre outros inúmeros fatores que poderiam ser mencionado. Todos eles custeados pela Clínica.

Fóra o serviço de plantão oferecido sem custos para o hospital, existem as sessões de hemodiálise realizadas em pacientes internados na UTI, para as quais o valor repassado pelo SUS não cobre, minimamente, os custos. “O importante é entender que a diálise do paciente com doença renal aguda é responsabilidade da Santa Casa e deve ser prestada por ela, no entanto esse serviço é terceirizado para nós sem custos ao hospital”, complementa o diretor técnico da CNC, Dr. Freitas.

Esse argumento já seria suficiente para justificar o contrato que garante a isenção do aluguel por parte da CNC. No entanto, ainda existe outro motivo: a construção do prédio que ocupa foi realizada com recursos da própria CNC, através de financiamento bancário, ainda em vigência. “Independente do que está sendo discutido judicialmente, se o contrato que temos com o hospital for considerado nulo e houver entendimento de aluguel retroativo a ser pago, o hospital também deverá pagar retroativamente pelos serviços recebidos até hoje, além de nos ressarcir pela construção do prédio”, pondera o administrador da CNC, Anderson Alves.

Histórico

Deve-se esclarecer que existe um contrato firmado, entre Santa Casa e Cardio Nefroclínica, pelo qual foi construído em área do terreno da Santa Casa uma edificação, com recursos exclusivos da CNC, para fins de nela se estabelecer, ficando obrigada ao atendimento de diálise dos pacientes com insuficiência renal aguda em UTI, em regime de plantão, durante 24 horas por dia, 365 dias por ano.

O empréstimo feito pela CNC junto a instituição financeira para a obra, ainda sequer foi pago. Tudo foi estabelecido em contrato, com autorização da mesa administrativa, firmado pelas partes em 2005. As partes, e principalmente os pacientes, somente ganharam com tal relação, definida em contrato, razão pela qual é importante que a verdade se restabeleça e a boa relação mantida se perpetue, como deve ser.

A ação judicial movida pela Santa Casa não foi julgada, nem mesmo em primeira instância. O que há é uma tentativa de acordo e para isso é importante que todos participem. “A comunidade deve entender muito bem todos os fatos que envolvem essa relação, pois é complexa mesmo, mas é ela que garante a segurança do tratamento aos doentes renais em nossa região”, enfatiza a diretora.

Quais as vantagens para Santa Casa?

1.  Para que um hospital almeje uma UTI tipo II, como a da Santa Casa, ele deve, preliminarmente, possuir pelo menos uma atividade de alta complexidade, como cirurgia cardíaca, serviço de oncologia, transplante, etc.

É a CNC (com a hemodiálise) que confere à Santa Casa essa alta complexidade exigida pelo Ministério da Saúde. É bom que se frise que a diária de uma UTI tipo II é cerca de 4 vezes maior que a de tipo I.

 2.  Os pacientes com insuficiência renal aguda em UTI que necessitam de diálise são atendidos através do serviço terceirizado, prestado pela CNC, em regime de plantão, 24 horas por dia.

 3.  O alto custo de manter uma equipe de plantonistas especializados (médico, enfermeiro e técnico) em sobreaviso, a aquisição dos insumos para diálise, bem como a compra e manutenção de equipamentos de ponta para atender a UTI, não são repassados à Santa Casa. Quem arca com eles é a CNC.

4.  O atendimento do paciente agudo em UTI é facilitado, ágil e sem qualquer custo para o hospital, principalmente tendo em conta que tal atendimento é altamente deficitário, pois o repasse que a Santa Casa efetua à CNC (com o valor recebido pelo o SUS) não cobre minimamente os custos.

 5.  Possuir um serviço de diálise dentro de suas dependências confere também à Santa Casa maior segurança e agilidade no atendimento de seus pacientes hospitalizados.

 6.  O prédio que o contrato de parceria contemplou, construído pela CNC através de financiamento bancário (ainda em vigência) foi adicionado ao patrimônio do hospital sem nenhum custo.

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3 comentários em SAÚDE PÚBLICA”

  1. Mario Araújo disse:

    Ao ler a Edição do jornal A Plateia de Santana do Livramento dos dias 04 e 05 de Outubro, senti a necessidade de manifestar os questionamentos seguintes. Para que o hospital Santa Casa entre em litigio com a Cardio Nefro Clinica na justiça sobre desdobramentos de custos, uso de seus espaços internos (que seria o caso); pagamento de aluguéis deve também ser colocado em pauta neste litigio os benefícios obtidos pela casa de saúde advindos da parceria ajustada em 2005 com a Cardio Nefro Clinica; deve também levar em conta o histórico desta relação de serviços desde seu inicio. Não se pode isoladamente questionar aluguel, uso de espaços depois de quase uma década de parceria benéfica para ás Instituições e principalmente para a comunidade que sabemos e carente total em saúde pública em todo nosso Brasil.
    Na verdade quem se beneficia destas parcerias é a comunidade, aonde iriam os pacientes com insuficiência renal aguda que chegam à emergência da Santa Casa procurando ajuda? e os pacientes internados tanto em UTI ou nas enfermarias que venham a apresentar a referida insuficiência renal aguda? A Santa Casa tem disponibilidade hoje de manter um serviço de nefrologia com toda sua equipe para realizar ás diálises em regime de plantão de 24 horas, isto não seria muito mais oneroso, trabalhoso, e complexo, que manter o atual relacionamento contratual das entidades?
    Manter um serviço de terapia renal substitutiva (hemodiálise e diálise peritoneal) á disposição em um Hospital traz segurança aos usuários e a infraestrutura do nosocômio entre elas ás UTI I e II e seus altos custos. A terapia renal substitutiva é essencial á vida dos pacientes que necessitam deste servi ço. Isto hoje ocorre entre a Santa Casa e o CNC; a quebra deste vínculo e temerária e em última análise o prejuízo será para a sociedade para a comunidade e para a referida infraestrutura hospitalar.
    Ajustes em contratos, aditivos isto sempre é possível, pensando em melhorar o serviço prestado e o equilíbrio financeiro das Instituições envolvidas. Sem este bom senso não será mantido á sobrevivência destes serviços; afinal á prestação de serviços seja a índole que for tem que ter superávit financeiro e assim que nossa sociedade sobrevive em todos seus segmentos.
    Tem algo importante na reportagem de 4 e 5 de outubro sobre esta queda de braço que é o fato de que ás instalações edificadas na Santa Casa pelo CNC mesmo sendo financiadas pelo CNC serão sempre propriedades da Santa Casa, ou seja, em nenhum momento a Santa Casa perde ao contrario aumenta seu patrimônio imobiliário sem gastar nenhum centavo.
    Que vença o bom senso, e que seja beneficiado o cidadão, principalmente o usuário do SUS que deve ser protegido sempre perante ás Instituições que estão ao seu serviço.
    Mário Araújo
    CRA/RS 12040
    Administrador Hospitalar
    Porto Alegre; 08 de Outubro de 2014

  2. José Rubens kines disse:

    Desnecessário dizer que existem interesses ocultos nessa causa…..ao tentarem desrespeitar um contrato assinado e acredito reconhecido por ambas as partes naquela oportunidade colocam em xeque a própria lisura de eus atos!!! Inicia assim a dúvida….quem é ou quem são os interessados em mexer em algo que está funcionando……? Querem mandar as pessoas para Uruguaiana, S Gabriel….R. Grande etc etc….quantos deverão morrer para que isso seja reconhecido? Devemos reconhecer que Livramento insiste em querer andar na contramão do progresso do crescimento e do bem estar dos seus cidadãos!!!! Mas enfim que a justiça faça prevalecer a verdade é que o acordado seja cumprido!!!!

  3. joao menine disse:

    A sta casa nessa area presta um inestimavel servico.da o que fazer pra esse vereador idiota a servico de algum capitalista cruel.

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