Para entender melhor.

A partir desse mês, o santanenses passam a contar com atendimento especializado em nefrologia para doentes renais crônicos. Serão disponibilizadas, na Cardio Nefroclínica (CNC), cerca de 20 consultas mensais aos pacientes com esse diagnóstico, em níveis mais avançados, classificados nos graus 4 e 5. A parceria, que aporta acompanhamento constante e gratuito, tem como principal objetivo realizar o tratamento adequado da DRC, de modo a evitar as complicações e a reduzir a mortalidade decorrentes dessa doença.

“Quantificamos as consultas oferecidas de acordo com a demanda existente. Certamente supriremos as necessidades na área de nefrologia”, avalia o secretário de Saúde, Sérgio Aragon. Até esse momento, os pacientes da rede pública que necessitavam de um atendimento pré-dialítico, ou seja que apresentavam DRC em níveis mais altos, eram encaminhados para Porto Alegre e alguns chegavam esperar até dois anos para serem atendidos.

Com a realização do atendimento ambulatorial em nefrologia para a doença renal crônica, a agilidade, indispensável para qualquer tratamento de saúde passa ser incorporada. O atendimento local traz ainda como pontos positivos a redução de custos econômicos com transporte, diárias de motoristas e com o imensurável desgaste das pessoas com problemas de saúde.

Relevância do tratamento

Do ponto de vista técnico, o nefrologista responsável pela CNC, João José Freitas, explica que no nível 4 da doença renal ocorre a filtragem pelos rins de apenas 15 a 30% do sangue, enquanto no nível seguinte, 5, a perda se agrava e chega a cerca de 85% da função normal do órgão. “Sabemos que, nesse estágio avançado da DRC, dificilmente conseguiremos fazer com que a doença regrida, mas o tratamento especializado pode retardar de maneira significativa a insuficiência renal que leva à diálise”, explica Dr.Freitas.

Além disso, mesmo nos casos de necessidade de realizar tratamentos substitutivos dos rins, o ideal é que 80% dos pacientes ingressem eletivamente em terapia renal substitutiva dos rins, acompanhados e orientados por uma equipe ambulatorial multidisciplinar preparada. Atualmente, 90% dos pacientes ingressam nesses tratamento pela via hospitalar, ou seja, primeiro ficam gravemente doentes para depois terem acompanhamento de um nefrologista. “Felizmente, a partir desse convênio, estamos trabalhando para modificar essa realidade”, complementa o médico.

Etapas do processo

Conforme explica a diretora Geral da CNC, Juliana Freitas, o atendimento seguirá um fluxo que facilitará o atendimento especializado. Entre as responsabilidade assumidas pela Clínica está a transmissão de informações sobre esse processo em uma reunião realizada com médicos e outros profissionais responsáveis pelos postos municipais. Além disso, um cartaz impresso será entregue a essas equipes de modo a relembrar as principais informações do convênio (confira um resumo do fluxo no box). “Estamos tornando realidade um sonho antigo, que já havia sido ensaiado com trabalho da ONG Alô Rim Livramento e que nos dará a satisfação de trabalhar em conjunto com a Rede Básica de Saúde na prevenção das doenças renais em nossa Fronteira”, encerra a Gestora.

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