Desde maio nossos pacientes contam com uma assistência psicológica especializada. A novidade é mais um projeto  que visa proporcionar qualidade de vida aos que fazem tratamento dialítico. Com residência em Psicologia do Idoso, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, a psicóloga santanense Letícia Bonamigo Moreira ingressa à equipe multiprofissional do serviço através de uma parceria importante da CNC com a ONG Alô Rim Livramento.

         Mas o que é qualidade de vida afinal e como ela se relaciona com o trabalho desenvolvido pela ONG? Nossa psicóloga explica que refere-se ao bem-estar biopsicossocial, já que a “boa qualidade de vida é a pessoa estar satisfeita consigo mesma e com o mundo à sua volta. Esta é uma das propostas da ONG, cujo trabalho está voltado para o bem estar do paciente com insuficiência renal e seu tratamento, além da prevenção das doeças relacionadas, através do esclarecimento e educação da sociedade.

         Inicialmente o trabalho de apoio foi feito de forma individualizada: “os pacientes foram avaliados individualmente para que a intervenção grupal, a ser proposta posteriormente, realmente atendesse suas necessidades e demandas, de forma equitativa” explica Letícia. Foram essas entrevistas pessoais que possibilitaram a elaboração de diversas dinâmicas de grupo que hoje proporcionam a recuperação emocional dos pacientes. “Toda doença traz repercussão emocional, e a renal mais ainda”, explica o Dr. Freitas ao apontar um dos objetivos deste trabalho: “é importante recuperar o paciente em todos os sentidos”, complementa.

         Por objetivar a potencialização do suporte social dos pacientes, a partir do próprio grupo de colegas de hemodiálise, o espaço a ser criado exige um grande investimento afetivo também do profissional facilitador. Ao ser questionada sobre esse papel, Letícia destaca o sentimento de desafio com esse trabalho: “se as pessoas não se sentem vinculadas afetivamente, dificilmente aderem às intervenções. Esse tipo de trabalho, que propicia a inserção do profissional na vivência rotineira do tratamento dialítico, favorece a empatia, mas também depende da adaptação do profissional acerca desse ambiente”.

         O processo, por ser dinâmico e contínuo, também recompensa. Assim é para o paciente e para o profissional. “Ao término de cada sessão de grupo, o sentimento que experiencio é de uma vitória compartilhada, de trocas que fortalecem e acolhem quem fala e quem ouve, cada vez mais”, comemora.

         Questionada sobre o objetivo da dinâmica que aparece nas fotos, Letícia aponta que a “proposta foi estimular a interação e a participação de todos os membros do grupo em uma atividade em comum. Dentro do saco haviam diferentes questões sobre experiências, gostos, habilidades entre outros temas, que deveriam ser sorteadas e respondidas pelos participantes. O objetivo foi, a partir desses relatos individuais, propiciar identificações e afinidades entre as pessoas.”

         Este é o papel da ONG Alô Rim Livramento que têm investido na população de forma direta e integrada, apostando na saúde mental e física e na prevenção, através das ações comunitárias de educação em saúde. Desta forma “é possível potencializar a qualidade de vida tanto das pessoas que já dependem de atendimento especializado, quanto daquelas que podem evitar doenças e/ou seus agravos” complementa.

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6 comentários em Dinâmicas de grupo como apoio psicológico em hemodiálise”

  1. Mary Belina disse:

    Parabéns pelo conteúdo, passarei aqui diariamente para fazer uma visita ao seu site, nos vemos depois.

  2. rafael disse:

    boa tarde . minha mãe faz 3 vezes na semana . esta no inicio , ela se sente obrigada a ir e estar muito dificil convence-la de fazer o tratamento . ela se sente sem informações , na verdade ela gostaria dde estar com um grupo que sofre do mesmo problema p conversar e trocar experiencias. somos do rio de janeiro poderia indicar algum grupo de ajuda e apoio. somos da zona norte do rio de janeiro. obrigado. ótimo trabalho.

  3. Vilma Autran disse:

    O meu caso é o mesmo do Rafael, acima. Minha irmã vai começar a fazer hemodiálise 3 vezes por semana e está bastante deprimida, acho que se ela frequentasse um grupo com os mesmos problemas dela poderia sentir-se melhor.

    Se possível na Tijuca. Ela mora na Usina.

  4. Letícia A. P. Cunha disse:

    Boa tarde, sou psicóloga da hemodiálise de Frutal (MG) e adorei a matéria e a ideia de realizar dinâmica em grupo para pacientes em tratamento hemodialítico.

    Parabéns à colega de profissão, Letícia Bonamigo Moreira.

  5. Emerson disse:

    Boa noite, deste que meu irmão passou a fazer estou com um serio problema, pois há pessoas a dizer que ele se tornou um invalido, que não pode fazer nada. Onde ele sempre foi ativo, trabalhador e outras coisas mais. Ate limpar uma casa dizem que ele não pode, e gostaria de saber mais disso, para que ele possa se atinar para isso. Aguardo uma resposta de vcs, att. Emerdon

  6. marinalva disse:

    Gostaria de parabeniza-la pelo maravilhoso trabalho, sou estagia de psicologia no momento estou realizando estagio nessa área, e pode me ajuda bastante.

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